Making-of

Making-of

18 MAR 2018
Ensaio


"O diálogo canibalista com as imagens em Não Kahlo adveio de uma tentativa de resposta à questão «o que querem as imagens?», procurando traduzir através do dispositivo cénico e imagético o célebre comentário de Mitchell: "sempre respondo que elas querem ser beijadas. Mas então surge a questão: o que é um beijo? E a resposta é que ele é um gesto de incorporação, de vontade de engolir o outro sem matá-lo – de “comê-lo vivo”, como se diz. Então queremos assimilar a imagem a nossos corpos, e elas querem assimilar-nos aos delas. É um caso amoroso correspondido, mas um caso permeado tanto por perigo, violência e agressão quanto por afeição." - Sílvia Raposo

17 FEV 2018
Ensaio

Carta de Frida Kahlo ao amigo e poeta Carlos Pellicer:


"Carlos,
Hoy conocí a Chavela Vargas. Extraordinaria, lesbiana, es más, se me antojó eróticamente. No sé si ella sintió lo que yo. Pero creo que es una mujer lo bastante liberal que si me lo pide no dudaría un segundo en desnudarme ante ella. ¿Cuántas veces no se te antoja un acostón y ya? Ella, repito, es erótica. ¿Acaso es un regalo que el cielo me envía?
Frida K."


10 FEV 2018
Ensaio
"Todo o homem que fala faz uso, ao menos em segredo, da absoluta liberdade de ser louco, e, inversamente, todo o homem que é louco (...) é prisioneiro no universo fechado da linguagem." - Foucault




27 JAN 2018
Ensaio
"La introspección ha sido en mí un completo fracaso." - Diego Rivera

25 JAN 2018
Sessão promocional D. Mona

"O trabalho do actor é criar fantasmas potentes o suficiente para encarnar ou, como referiu Epstein em The Intelligence of a Machine (1946) a imagem é uma revelação física, mas também uma revelação moral porque “suprime as barreiras entre os mortos e os vivos, faz vida a partir de uma natureza morta, imóvel.”. No fundo, criar fantasmas é criar possibilidades para interpretar o invisível na sua relação com o visível.". - Mónica Kahlo




"Quando se reúne um grupo de trabalho com intérpretes/criadores, o elemento disponibilidade é o elemento crucial para iniciar o trabalho. O amor está ligado a esta disponibilidade de um indivíduo se relacionar com outro e tal implica, a nível de trabalho de grupo sobre as acções cénicas, abandonar a postura individualista, de forma a criar condições para que se estabeleça um diálogo entre biografias diferentes. Aquilo que defendo é mais um trabalho em «cumpanis» [pt. companhia/ conceito que no latim que pode ser compreendido como "compartilhar o pão"] do que um trabalho em equipa - “razoavelmente independente”. - Mónica Kahlo 


25 JAN 2018
Ensaio

"Trata-se da vida e, portanto, de encontrar uma linguagem para a vida; e, como sempre, trata-se do que ainda não é arte, mas que talvez se possa tornar arte." - Pina Bausch





17 JAN 2018
Ensaio

"O interessante é que todos os contos de lobos e capuchinhos são estranhos e obscuros, talvez porque os sonhos existam para se tornarem realidade. Basta libertarmos o nosso Peter Pan interior." - D. Mona

"Pode ser que comer e ser comido seja a mesma coisa, afinal. Somos todos feitos da mesma matéria, nós da Fantasia, vocês da realidade. Todos rumamos para um mesmo final e a história nunca termina. Se olharmos para as telas de uma pintura ou voltarmos as páginas de um texto aqueles mundos estarão sempre lá para nos receber de braços abertos." - D. Mona



15 JAN 2018
Ensaio

"Quem tem a sorte de nascer personagem vivo, pode rir até da morte. Não morre mais... Quem é Frida? Quem é Kahlo? Vivem eternamente, pois - vivos embriões - tiveram a sorte de encontrar uma matriz fecunda, uma fantasia que soube criá-los e nutri-los, fazê-los viver para a eternidade!" - D. Mona

"Este é o grande desafio para nós: pegarmos em cada personagem bizarro do país das maravilhas e tentar dar-lhe uma bizarrice específica que o diferencie. Todos os personagens têm algum tipo de distúrbio mental. Desta forma, recriamos Alice não como uma sucessão de eventos, mas como uma história que mergulha no universo biográfico e artístico de Frida Kahlo." - D. Mona

"Espelho, espelho meu, existe alguém mais surreal do que eu?" - D. Mona

"O que me interessa nos contos de fadas é poder pegar nos temas e imagens clássicas, como as Parcas, e tentar contemporizá-los um pouco. Acredito que é possível pôr em diálogo uma pintura como Os Amantes de Magritte e o universo dos contos de fadas e mitologia clássica, pois tudo isto tem algum fundamento psicológico que faz com que seja possível." - D. Mona

27 DEZ 2017
Sessão promocional Não Kahlo

"Eu não me tornei Mónica Kahlo, nasci Mónica Kahlo. Quando acordo sou Mónica Kahlo. O meu alter ego é a Mónica Gomes. O meu regaço com o grande cão amarelo, esse é o cobertor em que estava envolvida quando em bebé a Mónica Gomes me encontrou. Essa é a minha figura. O que a Mónica Gomes usa - o traje de negócios - essa é a fantasia. Essa é a fantasia que eu uso para me misturar convosco. Mónica Gomes é como eu me vejo. A Mónica Gomes é a crítica de Mónica Kahlo a todo o universo artístico". - D. Mona